quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Nós do esquecimento

Garoeiro – Natal, RN, 24 de agosto de 2017.












Tive na dor que um fim de amor prescreve,
Na tolerância amiga que aquiesce,
Voz que ouve, estimula, reconhece,
A quem a gente o coração descreve.

Mas tanto essa consolação é breve
Que involuntário esgarçamento tece
Os nós por onde o esquecimento esquece,
Botando a interlocução em greve.

Por nada as admirações se vão
Para restar da comunicação
Um ou outro raríssimo contato.

Que já não é sofrer outra desgraça,
Se tendo mão amiga tão escassa,
Dou-me por basto em meu próprio recato...

2 comentários:

  1. Há de entender que a distancia
    queda à mão amiga, tão escassa
    e do esquecimento certa semelhança
    impera talvez uma triste saudade
    mas jamais traduz amizade em desgraça


    Talvez o mar que tens em abundância
    ou o tempo que corrói a lembrança
    fez jazer em sono, outrora amizade
    ressuscitável talvez, em confiável pujança

    Do recato crescem os desertos
    encobertos nas usuais palavras
    a que atribuem a falta de tempo
    o esquecimento, quase involuntário
    tornando o amigo um malvado perverso
    Quando o remédio provento
    é o amor diário.



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  2. Ai, que seria de mim, se eu não tivesse como amiga a Suzana, irmã gêmea de Soraya...

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