segunda-feira, 3 de julho de 2017

95!

Garoeiro – Natal, RN, 3 de julho de 2017.
[ Para minha mãe, Dona Odette, no seu aniversário... ]





















À beira do centenário,
A vida que comemoras
Rejubila uma conquista,
Porém, este comentário
Vem pungido das penhoras
No meu coração de artista.

Mais que mãe que vida dá,
E a deste a mim e aos irmãos,
Tu és luz de ensinamento
Recolhendo a coisa má
Na calma das duas mãos,
Na revelação de alento.

Se o bom filho vem chorando
Pelo erro revelado
E desta mãe se acode,
Leva, logo, perdoando:
- Antes, já andavas errado,
E errar é que não se pode! ”

O mal todo o mundo caça,
Mas, por honra da virtude,
De modo bem escondido,
Como se achar a trapaça
Consistisse na atitude
Do crime então cometido.

Por tantas lições plantadas
Na bondade de teus atos,
A do erro em especial,
Nas festas comemoradas
Hão de parecer ingratos
Amores de filial.

Tinhas pouco mais de vinte,
No romper da mocidade,
Quando teu amor me inventa;
Bebamos, pois, ao requinte
Que é saudar a tua idade,
Eu já com mais de setenta...

Um comentário:

  1. Dona Odette chega aos noventa e cinco
    de uma existência bem vivida
    cercada de seus descendentes tão carinhosos
    a festejar a epopeia materna!

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