sexta-feira, 10 de março de 2017

Apequenados...

Garoeiro – Natal, RN, 10 de março de 2017.












Homem, macho de batismo,
De amada, agora, sozinho,
Dói-me a alma quando cismo
Ante esse pobre homenzinho
Que, obra do feminismo,
Tenho para meu vizinho.

A feminista senhora,
Arquipélago sem ilha,
Verte o poder que vigora
E inundou a família
Dessa pressa sem demora
Duma eficiente matilha.

Na falsa fala serena,
Nossa pós-fêmea gestora,
Sempre impôs a paz na arena,
Não, por esclarecedora:
Porque a todos apequena
Seu amor de fiadora.

O outro polo, seu marido,
No feminista contexto,
Foi sendo diminuído
- Papaizinho, a pretexto -,
Até se ver convertido
Ao dominante cabresto.

Se viver sendo humilhado
É de inferno estar refém
Com o ideal sufocado,
O apequenado, porém,
Pelo Tempo questionado,
Nega tudo e diz amém...

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